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Quais os riscos do preenchimento com ácido hialurônico?

O ácido hialurônico é seguro quando bem indicado e bem aplicado. Mas tem riscos, e eles precisam ser conhecidos antes do procedimento.

Os efeitos mais comuns são inchaço, vermelhidão e pequenos roxos, que costumam ser passageiros. Complicações menos comuns incluem nódulos tardios. A complicação mais grave, a obstrução de um vaso sanguíneo, é rara e depende de conhecimento anatômico, técnica e preparo para agir.

Efeitos esperados e passageiros

Inchaço, vermelhidão, sensibilidade e pequenos roxos no local são reações comuns depois de qualquer procedimento injetável no rosto. Na maioria dos casos, melhoram em poucos dias.

Nódulos tardios: incomuns

Uma clínica canadense revisou 4.702 tratamentos com um ácido hialurônico para volume, ao longo de 68 meses. Nódulos inflamatórios tardios apareceram em 0,5% dos pacientes, em média 4 meses depois da aplicação.1

Em cerca de 4 em cada 10 casos, havia um gatilho no sistema imunológico, como uma gripe pouco antes. Os nódulos foram tratados com sucesso, e o tempo médio até a resolução foi de 6 semanas.1

A complicação mais grave: obstrução de vaso

A complicação mais séria de qualquer preenchedor é o produto obstruir um vaso sanguíneo. Em casos raros, isso pode afetar a visão.

Uma revisão da literatura mundial reuniu 98 casos de alteração visual após preenchimento. As regiões mais envolvidas foram:2

  • entre as sobrancelhas (38,8% dos casos);
  • nariz (25,5%);
  • bigode chinês (13,3%);
  • testa (12,2%).

O preenchedor mais envolvido foi a gordura do próprio paciente (47,9%), seguida do ácido hialurônico (23,5%). Os autores concluem que o risco é raro, e que o conhecimento da anatomia dos vasos e das estratégias de prevenção é essencial.2

Por que falamos disso abertamente: a rinomodelação, um dos procedimentos que mais realizamos, envolve o nariz, uma das regiões de maior atenção. Segurança, para nós, é conhecer a anatomia, escolher o produto e a técnica para cada região e ter protocolo e material para agir de imediato, incluindo a hialuronidase, enzima que dissolve o ácido hialurônico.

Como reduzir os riscos

  • Escolha um profissional habilitado, com formação em anatomia facial.
  • Confirme que o produto tem registro na ANVISA.
  • Pergunte se há protocolo para complicações.
  • Conte todo o seu histórico de saúde na avaliação.
  • Siga as orientações pós-procedimento e avise imediatamente se sentir dor intensa ou mudança de cor da pele.

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Referências

  1. Beleznay K, et al. Delayed-onset nodules secondary to a smooth cohesive 20 mg/mL hyaluronic acid filler: cause and management. Dermatol Surg. 2015;41(8):929-39. doi.org/10.1097/DSS.0000000000000418
  2. Beleznay K, et al. Avoiding and treating blindness from fillers: a review of the world literature. Dermatol Surg. 2015;41(10):1097-117. doi.org/10.1097/DSS.0000000000000486

Conteúdo informativo. Não substitui avaliação individual.

Segurança é parte do resultado.

Na avaliação, sua saúde entra no diagnóstico antes de qualquer indicação de procedimento.

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